Com saudades de escrever, me pus
em frente à tela de 14 polegadas do notebook para digitar algumas palavras.
Como sempre faço, comecei um pequeno “brainstorm” (aquela técnica de escrever
ou falar coisas desconexas, até que se encontre algo realmente útil), e escrevi
três linhas interessantes, num bolo de algumas 15.
Olhei, reli, troquei algumas
palavras, adicionei reticências...
... Como é bom adicionar
reticências... Dramatizam a pausa da respiração (uso erroneamente, eu sei, pois
não é pra isso que ela serve, mas... Eu uso mesmo assim.)
Continuei naquele pequeno verso,
voltei todas as mudanças para a forma original, salvei o documento do Word
inteiro, guardando não só aquele trechinho, mas todo o “brainstorm” que poderá
ser usado para outras criações no futuro.
E onde vou publicar o que acabei
de escrever? Tantas opções hoje em dia, com blog, twitter, instagram, facebook.
Recorri ao meu blog. O meu antigo
Gatos na Cama onde por 4 anos escrevi sobre várias coisas, mas com mais frequência
sobre o amor. O trechinho também era sobre o amor, e fazia sentido publicar lá.
Mas estava inspirada, não escrevia há meses e meus dedos deslizavam rapidamente
sobre o teclado como se dissessem, “pode pensar que eu escrevo”.
Então porque não criar um novo
blog? Já estava com vontade de escrever sobre outros temas e questionar algumas
questões. (questionar questões... que original! Mas deu pra entender né).
Acessei minha conta do blog,
depois de umas cinco tentativas para acertar a senha, iniciei o processo para
a criação de uma nova página. E o próximo passo a ser preenchido era:
“Digite um nome para o endereço
do seu blog:”
Fitei aquela imagem. O cursor
piscava no mesmo ritmo dos segundos do relógio. Pensei e repensei por exatos 15
segundos. Eu queria que as pessoas lessem, e pensassem, repensassem sobre
qualquer coisa que eu fosse publicar ali. Então digitei:
“repensando”
E a mensagem que eu tive:
“este endereço já existe”.
Tentei novamente:
“pensamento”
E mais uma vez:
“este endereço já existe”.
Então tentei: pensar, pensamento,
pensante, repensante, pensarte, thinking, thinkingover, piensa, piensate,
penser, repenser... Não sou esnobe, tentei mesmo, em português, inglês,
espanhol e até francês e... (reticências dramáticas)... NADA!
Todos os endereços que envolviam
a palavra pensar estavam ocupados! E como minha curiosidade hoje estava tão
veloz quanto à velocidade da minha digitação (sou da época do curso de
datilografia), acessei alguns blogs que utilizavam o mesmo nome que eu queria
pra mim. E lá estavam eles, outros autores, anônimos, distantes de mim, novos
ou velhos, mas com a mesma intenção desta pequena autora aqui. Opinar. Desabafar.
Relatar. Ou simplesmente, escrever o que estavam a PENSAR.
Entristeci. Confesso.
Será que valia a pena, no meio de
tanta gente pensando e falando, que eu insistisse em ser mais uma a pensar e
falar? Será que as pessoas se dariam o trabalho de ler tanta gente? Não
estaríamos saturados de tanta informação?
Tive a ideia de escrever este
texto neste momento. E agora que cheguei ao final, já não me lembro o que
escrevi no trechinho do “brainstorm”. Era sobre o amor, ainda bem que salvei o
arquivo. Mas será que vocês vão querer lê-lo?
Cansei. Ainda digito rapidamente,
já reli o texto todo, e o sono está vindo. Ok, tudo bem, matei a vontade e a
saudade de escrever. Espero somente que não tenha sido em vão. Pois quem escreve
quer ser lido, do contrário não haveria esse punhado de gente publicando coisas
por aí. Guardaríamos pra nós, autores anônimos, distantes, novos ou velhos.
Estou prolongando. É melhor ir dormir.
Se você está lendo essa mensagem é porque a publiquei. Me desculpe por isso...
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